Meditação e a prática Mindfulness

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“Se você simplesmente sentar e observar, vai perceber o quanto

sua mente é agitada. Se você tentar acalmá-la, ela só piora, mas

com o tempo ela se acalma, e, quando isso acontece, cria-se

espaço para se escutar coisas mais sutis – é aí que sua intuição

começa a florescer e você começa a ver as coisas mais

claramente e a estar mais no momento presente. Sua mente se

aquieta e você percebe uma tremenda expansão no momento.

Você passa a enxergar muito mais do que enxergava antes. É

uma disciplina, você tem que praticar” – Steve Jobs falando

para seu biógrafo Walter Isaacson.

A meditação é uma prática que permite cultivar e desenvolver certas

qualidades humanas fundamentais, da mesma forma que outras maneiras de treinar nos ensinam a ler, a tocar um instrumento musical ou adquirir qualquer outra aptidão.

A palavra meditação vem do latim meditare, que significa “voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior” e “voltar a atenção para dentro de si”. Em sânscrito, é chamada dhyana e é obtida pelas técnicas de dharana (concentração).

Trata-se, principalmente, de familiarizar-se com uma visão clara e justa das coisas e de cultivar qualidades que nós todos possuímos, mas que permanecerão em estado latente enquanto não nos esforçarmos para desenvolvê-las.

Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes.

Apesar da associação com as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.

Uma dessas práticas que mantêm os princípios básicos da meditação retirando os aspectos exotéricos e religiosos recebe o nome de Mindfulness (que significa plenitude da mente), e tem sido amplamente praticada e estudada no mundo ocidental. Há mais de dez anos, grandes universidades americanas como a Universidade de Madison, no Wisconsin, as de Princeton, Harvard e Berkeley, assim como centros em Zurique e em Maastricht, na Europa, vem fazendo pesquisas intensivas acerca da meditação e sua ação, a curto e longo prazo, sobre o cérebro.

Meditadores experientes, totalizando ente dez e 60 mil horas de meditação, demonstraram que tinham adquirido capacidades de atenção pura que não são encontradas nos iniciantes. São capazes, por exemplo, de manter uma vigilância quase perfeita durante 45 minutos sobre uma tarefa particular, enquanto a maioria das pessoas não ultrapassa cinco ou dez minutos, ao fim dos quais os erros se multiplicam. Os meditadores experientes têm a faculdade de criar estados mentais precisos, focados, potentes e duradouros.

Experiências mostraram notadamente que a zona do cérebro associada às emoções, como a compaixão, por exemplo, apresentava uma atividade consideravelmente maior nas pessoas que tinham longa vivência meditativa. Essas descobertas indicam que as qualidades humanas podem ser deliberadamente cultivadas por um treinamento mental. Sem entrar em detalhes, assinalamos que um número crescente de estudos científicos indica igualmente que a prática da meditação em curto prazo diminui consideravelmente o estresse (cujos efeitos nefastos sobre a saúde já estão estabelecidos).

Os princípios básicos para a Meditação Mindfulness são:

  • Conectar-se com as sensações do corpo, utilizando principalmente a RESPIRAÇÃO como âncora.
  • Prestar atenção, intencionalmente, no momento presente, sem julgamento. Identificar as sensações SEM RESISTÊNCIA.
  • Treinamento da atenção consciente, despertar da plena consciência. É a descoberta e o desenvolvimento da “supraconsciência”. A mente é mais abrangente do que os pensamentos; ela pode estar consciente dos pensamentos.

O OBSERVADOR! “Descubra seu papel de observador e se estabeleça nele”.

 

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